Aprovação automática?
É mais do que sabido que a educação precisa mudar, e muito. É óbvio, também, que muitos são os problemas do setor. Dois deles, os altíssimos índices de repetência e de evasão escolar, começam a ser atacados no ensino fundamental pela rede pública municipal do Rio de Janeiro através da ampliação do sistema de ciclos faz com que, segundo a Secretaria de Educação do muncípio, haja uma avaliação mais completa e integral, porque, de acordo com seus integrantes, são levados em conta a continuidade educativa, o trabalho coletivo, a interdisciplinaridade dos conhecimentos e o desenvolvimento humano, porque a avaliação não será pautada por provas, uma vez que o aluno está sendo observado no dia-a-dia quanto à apropriação de conhecimentos formais, curiosidade, trabalho coletivo, iniciativa, capacidade de argumentação e grau de autonomia, que gerarão conceitos trimestrais. A polêmica principal é quanto à possibilidade ou não de retenção do aluno no ciclo, ou seja, se ele, em algum momento, poderá ou não ser reprovado. Haverá ou não uma aprovação automática? Já se comenta, inclusive, que não haverá reprovação nem por falta.
É que, além do decreto da prefeitura, o conceito da Secretaria de Educação do município sobre o assunto, expresso em nota oficial, diz o seguinte: “A avaliação no ciclo focará essencialmente o processo ensino/aprendizagem, objetivando a formação humana. Desta forma, deve-se garantir a conclusão do ensino fundamental em um período de nove anos, assegurando aprendizagem e desenvolvimento de todos os alunos”. No papel isso é muito bonito, mas será que temos condições de efetivamente realizar esse objetivo na maior rede oficial de ensino da América Latina? Será que os cerca de 700 mil alunos não vão relaxar ainda mais sabendo que não mais serão reprovados? Para muitos pais, as provas ainda servem de “sacode” para os estudantes.
A questão, na verdade, está sendo levantada pelos críticos ao sistema de ciclos. Segundo eles, o estudante vai passar de um ano para outro sem aprender o que deveria. Se com o fantasma da reprovação o nível de aprendizado do aluno já está muito abaixo do esperado, que dirá com aprovação automática. E vamos à nossa realidade: no sistema de ciclos, o aluno deverá ter um acompanhamento mais apurado. Nossos professores – todos –, em número insuficiente, estão preparados e motivados para isso? Como se existem muitas salas superlotadas? Haverá apoio pedagógico? Todas as escolas terão salas para reforço do aluno que precisar?
É preciso ter em mente de que é preciso melhorarmos a educação, mas é necessária a preocupação de que não se pode mais adotar medidas que não surtam os efeitos desejados ou que tenham de ser reformuladas porque não se pensou em todas as possibilidades. Não há mais espaço para erros. Mister se faz que os responsáveis pelo setor adotem medidas que possam ser realizadas, e não apenas ficar como boas idéias no papel. Torcemos para que isso efetivamente ocorra, porque o país e toda a população, de uma maneira geral, têm perdido muito por causa de uma educação de baixíssima qualidade.
É que, além do decreto da prefeitura, o conceito da Secretaria de Educação do município sobre o assunto, expresso em nota oficial, diz o seguinte: “A avaliação no ciclo focará essencialmente o processo ensino/aprendizagem, objetivando a formação humana. Desta forma, deve-se garantir a conclusão do ensino fundamental em um período de nove anos, assegurando aprendizagem e desenvolvimento de todos os alunos”. No papel isso é muito bonito, mas será que temos condições de efetivamente realizar esse objetivo na maior rede oficial de ensino da América Latina? Será que os cerca de 700 mil alunos não vão relaxar ainda mais sabendo que não mais serão reprovados? Para muitos pais, as provas ainda servem de “sacode” para os estudantes.
A questão, na verdade, está sendo levantada pelos críticos ao sistema de ciclos. Segundo eles, o estudante vai passar de um ano para outro sem aprender o que deveria. Se com o fantasma da reprovação o nível de aprendizado do aluno já está muito abaixo do esperado, que dirá com aprovação automática. E vamos à nossa realidade: no sistema de ciclos, o aluno deverá ter um acompanhamento mais apurado. Nossos professores – todos –, em número insuficiente, estão preparados e motivados para isso? Como se existem muitas salas superlotadas? Haverá apoio pedagógico? Todas as escolas terão salas para reforço do aluno que precisar?
É preciso ter em mente de que é preciso melhorarmos a educação, mas é necessária a preocupação de que não se pode mais adotar medidas que não surtam os efeitos desejados ou que tenham de ser reformuladas porque não se pensou em todas as possibilidades. Não há mais espaço para erros. Mister se faz que os responsáveis pelo setor adotem medidas que possam ser realizadas, e não apenas ficar como boas idéias no papel. Torcemos para que isso efetivamente ocorra, porque o país e toda a população, de uma maneira geral, têm perdido muito por causa de uma educação de baixíssima qualidade.

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