Editorial
O propósito de "Educação
em Revista" é, tão somente, facilitar a navegação
de nossos leitores pelos caminhos da educação. Trata-se,
em suma, de uma revista semanal, listando os acontecimentos mais
importantes sobre o setor, e, quando for pertinente, acompanhados
de pequenos comentários sobre o tema em questão.
As notícias serão resumidas para que, em um passar
de olhos, seja possível inteirar-se acerca do panorama da
educação brasileira em dado momento.
Não temos a intenção
de induzir os navegadores a formar uma determinada opinião
sobre os assuntos abordados, mas apenas expor a nossa e, se for
o caso, estimular o debate - para isso, também estamos disponibilizando,
neste site , um fórum de discussões, a fim
de que todos possam expor livremente seus pontos de vista e, sobretudo,
trocar experiências. E queremos frisar que o acesso não
está restrito apenas a docentes, discentes, funcionários
de instituições de ensino ou aqueles que, por força
do ofício, estão em contato diário com os
fatos educacionais. Ele é aberto a qualquer cidadão,
uma vez que a educação é assunto de interesse
geral.
De modo algum tomaremos
partido. Nossa preocupação é, sobretudo, com
os fatos e suas conseqüências, com as medidas e iniciativas
tomadas pelas diferentes esferas de governo, entidades representativas,
dirigentes de instituições etc. Por isso, é possível
que hoje lancemos críticas contra o MEC e, na semana seguinte
(ou até no mesmo dia), por outro motivo, o elogiemos. Devemos
deixar claro que não temos alvos definidos, mas uma meta:
aproveitar o espaço de que dispomos para dar nossa pequena
contribuição à melhoria da educação
brasileira.
Na última década,
iniciada após a promulgação da nova Lei de
Diretrizes e Bases do Ensino, em 1996, várias reformas têm
sido implementadas, outras apenas tentadas, esbarrando freqüentemente
na precariedade que é a marca do cenário educacional
do país, o que tem impedido sua modernização.
Propostas polêmicas têm surgido, como forma de corrigir
distorções e reduzir a exclusão de que nossas
crianças e jovens são vítimas - antes, por
falta de acesso à educação, hoje, por estarem
sujeitos a uma educação escolar pública de
baixa qualidade, que geralmente cumprem em um percurso acidentadíssimo
e que, como não bastasse, concluem com enormes lacunas.
Apesar disso, tenta-se, paralelamente, facilitar o ingresso destes
jovens no ensino superior, onde as vagas públicas e gratuitas
são minoria. Algo incompreensível, levando em conta
o baixo poder aquisitivo de nossa população.
A educação
no Brasil parece ter-se transformado em um emaranhado de nós,
quando deveria ser uma teia bem tramada, unindo todos os níveis
de ensino. Deveria constituir um projeto nacional, e não
um conjunto de projetos desarticulados. É com cuidado e
paciência que devemos desfazer estes nós e ir redesenhando
e fortalecendo a teia, de tal maneira que ela possa dar suporte
a todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos que
dela necessitem. Esta é nossa convicção, que
permeia nossos artigos, nossa "Educação em Revista" e
nosso sítio eletrônico.
|